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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Liberal

A palavra que os republicanos mais odeiam rola da boca do antigo governador do Massachusetts, Mitt Romney, a cada frase.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

45 milhões

O antigo governador do Massachusetts, Mitt Romney, vai reclassificar como "donativos" os 45 milhões de dólares que emprestou da sua fortuna pessoal à sua candidatura falhada para a nomeação republicana. Aparentemente, a medida destina-se a aumentar as suas hipóteses de vir a ser escolhido para a vice-presidência.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Romney aplaudido de pé

"The comedy stylings of Mitt Romney, ladies and gentleman!", ontem à noite no jantar de gala da Associação dos Correspondentes de Rádio e Televisão, em Washington. O antigo governador do Massachusetts nunca revelou esta veia humorística enquanto foi candidato a presidente -- mas pode ser que este talento desconhecido lhe garanta a vice-presidência.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Os conservadores

A reunião de hoje da Conservative Political Action Conference foi surpreendente.
Primeiro, Mitt Romney, ovacionado à entrada, desistiu da sua candidatura presidencial, para o espanto, suspiro e desânimo geral da sala.
Depois, John McCain, agora o inevitável futuro nomeado, foi vaiado enquanto estendia o ramo de oliveira à plateia conservadora.
É difícil perceber o que se passa na cabeça dos republicanos nestes últimos dias. Tradicionalmente, este é o partido mais disciplinado da política americana, mas as tácticas eleitorais que fizeram George W. Bush chegar à presidência, e os oito anos seguintes da sua Administração, resultaram na actual fractura, divisão e contradição entre os republicanos.
Era assim que Allan Lichtman, um professor de História da American University e autor do livro "White Protestant Nation: The Rise of the American Conservative Movement" explicava ontem a reacção do partido perante o choque do "conservadorismo" de George W. Bush e a interpretação "reaganista" dos valores do partido, que vigorava desde a década de 80: "Os conservadores sempre defenderam a acção limitada do governo, a responsabilidade fiscal e os direitos dos estados. E George W. Bush montou o maior, mais gastador e mais intrusivo governo federal da história dos Estados Unidos. Os conservadores também sempre se oposeram à ideia da "engenharia social" por parte dos governos. Mas apoiaram o presidente no projecto de engenharia social mais caro e ambicioso de sempre: pacificar, reconstruir e democratizar o Iraque".
Esta campanha eleitoral é, portanto, o momento da reconstituição (reconstrução, redefinição, como preferirem) do partido -- um momento difícil, porque nenhum dos candidatos à nomeação é uma figura em que as diferentes facções se conseguem reconhecer. O "rebelde" John McCain é, para citar um amigo meu, um republicano heterodoxo. O alinhado Mitt Romney é, num abuso da expressão, um "born-again conservative". Mike Huckabee é um orador humorado e pitoresco mas no limite quase um fanático religioso e Ron Paul, o único outro candidato que ainda não abandonou a corrida, é na realidade um libertário.
No fim, o típico pragmatismo republicano deve ser suficiente para que o partido se junte em torno de John McCain. Mas essa será necessariamente uma unidade aparente, como fica claro nas opiniões dos pundits e outros apresentadores de talk-shows radiofónicos ou televisivos e que servem como porta-vozes do partido. Alguns, como Ann Coulter e Rush Limbaugh , estão mesmo a dizer o impensável: que será melhor que Hillary Clinton ou Barack Obama vençam as eleições, para que os republicanos tenham obrigatoriamente que produzir um candidato em que todos acreditem.

ps - e já agora, o discurso de Romney na CPAC foi visto como o prefácio da sua candidatura à presidência em 2012.

Romney de fora




O antigo governador do Massachusetts não terá resistido à vitória expressiva de John McCain na "super-terça-feira". Romney conseguiu eleger 270 delegados, contra 680 de McCain.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Quarta-feira de cinzas

Mitt Romney vai reunir amanhã o seu estado-maior e avaliar as suas perspectivas. O antigo governador do Massachusetts já investiu mais de 40 milhões de dólares da sua fortuna pessoal na campanha, com resultados desanimadores. Amanhã pode ser o último dia.

Romney não desiste

Quando Ann lhe disse que "o que ficou claro esta noite é que nada está claro", Mitt disse que não: "Se há uma coisa que ficou claro esta noite é que esta corrida é para continuar e que seguimos em frente".

Act.: Romney ganhou nos três estados onde viveu: Michigan, Utah e Massachusetts

Act. 2: E também o Dakota do Norte e o Minnesota, onde não viveu

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Nenhuma revolução no Maine

Confesso que às vezes me comovem os apoiantes de Ron Paul, o candidato libertário que é contra a guerra do Iraque e a favor da extinção de quase todos os departamentos do governo federal e que de cada vez que aparece em público é como se tivesse entornado no fato o pequeno-almoço, almoço e jantar (esta é uma observação original de um jornalista inglês meu amigo, mas que eu também já constatei). Os seguidores de Ron Paul estão por todo o lado e são muito diferentes de todas as outras pessoas que se envolvem nas campanhas: há neles uma genuína inocência e liberdade, uma dedicação à causa que chega a impressionar, e que é tão extraordinária quanto a sua consciência de que o seu candidato não tem a mínima viabilidade nesta corrida eleitoral. Conheci um no Iowa que recusou um novo emprego porque o ia impedir de prosseguir na campanha. "Até era um bom emprego", disse-me, "mas tenho a certeza que não era o único no mundo". Outro, no New Hampshire, tocava guitarra numa esquina e interrompia para distribuir edições liliputianas da Constituição, que a campanha lhe tinha dado e que ele trazia às dezenas nos bolsos. Era professor de música numa escola do Indiana e nunca se queixava da neve, do vento e do frio — eu passava por ele todos os dias no regresso ao hotel e no princípio até pensei que aquele sorriso era meio atolambado (percebi depois que não, era mesmo uma simpatia). E só por isso até estava a torcer para Ron Paul ganhar os caucus republicanos deste fim-de-semana no Maine, como ainda se chegou a pensar ser possível. Mas, decididamente, este mundo já não está para revoluções. Afinal, quem ganhou foi Mitt Romney.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Os republicanos já têm um favorito


...que é John McCain.


Os resultados das primárias republicanas na Florida foram um triunfo enorme para McCain. Ganhou - ficou um pouco menos de 100 mil votos à frente de Mitt Romney.


Mas, mais importante ainda, a Florida praticamente ditou o fim da campanha de Rudy Giuliani (espera-se que ainda hoje Giuliani anuncie a sua desistência).


E isso não significa apenas menos um adversário para McCain; significa também que os potenciais apoiantes de Giuliani irão, provavelmente, passar para o seu lado. Isto será ainda mais verdade se, como a imprensa americana vai noticiando, Giuliani der o seu apoio ao senador do Arizona.


A corrida republicana ainda não está decidida. Mitt Romney voltou a ficar em segundo lugar, mas ficou perto de McCain. Huckabee foi quarto, com apenas 13 por cento dos votos, mas o ex-governador do Arkansas havia praticamente abandonado a Florida para se concentrar em estados onde as suas possibilidades de sucesso são maiores. E até a campanha de Ron Paul, apesar de uma votação marginal, continua a ter recursos financeiros suficientes para prosseguir a caminho da "super-terça-feira".


Em todo o caso, já um favorito entre os republicanos. E é McCain.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Mais apoios

- O clã Kennedy está em força com Barack Obama. Caroline, filha do adorado John F. Kennedy, diz que o senador do Illinois é "como o meu pai". Ted Kennedy, o velho "leão liberal", promete à multidão histérica da American University de Washington usar toda a sua influência para ajudar a eleger Obama.

- Rudy Giuliani satisfeito por não ser endossado pelo "The New York Times".

- Liz Cheney, a filha do vice-presidente, apoia Mitt Romney.

- O senador de origem cubana Mel Martinez, e o popular governador da Florida Charlie Crist, apoiam John McCain.

- E esta que já é antiga, mas não deixa de ter graça: Huckabee tem Chuck Norris, mas Rambo vota por McCain.